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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Dica de Leitura: Jubiabá, Jorge Amado



Sinopse:

Em seu quarto romance, de 1933, o escritor baiano conta a saga de Antônio Balduíno, negro órfão do morro do Capa-Negro de Salvador, e seu protetor, o feiticeiro macumbeiro centenário Jubiabá. O livro fez sucesso internacional e consolidou a carreira de Amado.

Visite o nosso acervo e conheça mais obras do autor.

Fonte: Skoob 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Dica de Leitura: A descoberta da América pelos turcos, Jorge Amado



Sinopse: 

Em 1992, Jorge Amado lançou a história da chegada do árabe Jamil Bichara à Itabuna, no início do século XX. Foi a sua forma de falar sobre os 500 anos da descoberta da América sem deixar de ser original e regional.

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Fonte: Skoob

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Dica de Leitura: Gabriela, Cravo e canela, Jorge Amado



Sinopse:

O romance entre a mulata Gabriela e o árabe Nacib na pequena Ilhéus na década de 20 é um dos grandes clássicos do gênero no Brasil. Escrito em 1958, eterniza as virtudes e defeitos da mulher brasileira: sensualidade, leviandade e submissão.

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Fonte: Skoob 

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Dica de Leitura: Jorge Amado, um baiano romântico e sensual



Sinopse:

Este é um livro de lembranças pessoais que traz passagens tocantes da vida e do trabalho de Jorge Amado, um escritor que levou aos quatro cantos do mundo a sua palavra mágica. 'Um baiano romântico e sensual' é um livro-testemunho, escrito pela mulher de Jorge Amado, Zélia Gattai Amado, e pelos seus filhos, Paloma Jorge Amado e João Jorge Amado. O livro apresenta três relatos de amor, tendo como pano de fundo o exercício da amizade.

Visite o nosso acervo e conheça mais obras do autor.

Fonte: Skoob 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Dica de Leitura: O Milagre dos Pássaros, Jorge Amado



Sinopse: 


Lançado em 1979, O milagre dos pássaros narra um causo que se passa na cidade alagoana de Piranhas, às margens do São Francisco, "território de colhudos", e pode ser lido como uma sátira marota das relações conjugais e extraconjugais no interior do nordeste. O milagre em questão é o que propicia a fuga espetacular do poeta e trovador Ubaldo Capadócio, recém-chegado à cidade, da ira homicida do capitão Lindolfo Ezequiel, quando este o encontra na cama com sua esposa, a bela e cobiçada Sabô.

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Fonte: Skoob

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Dica de Leitura: Dona Flor E Seus Dois Maridos, Jorge Amado



Sinopse

Num domingo de Carnaval, Vadinho parou de sambar e caiu duro. Uma vida de boemia chegava ao fim: cachaça, jogatina e noites de esbórnia arruinaram o jovem malandro. Dona Flor acorreu em prantos ao corpo do marido, fantasiado de baiana. Em sete anos de casamento, sofrera com as safadezas de Vadinho, mas o amava.

Viúva, Florípedes Guimarães concentra-se nas aulas de cozinha na escola Sabor e Arte. Um ano depois da morte de Vadinho, porém, o desejo do corpo lhe incendeia o recato da alma.
O farmacêutico Teodoro Madureira surge como pretendente. Do namoro e de um noivado pudico, eles passam ao casamento. Cerimonioso e equilibrado, o segundo marido é o oposto do primeiro. Dr. Teodoro vive para a farmácia e para os ensaios de fagote. Flor é feliz com ele, mas sente um vazio que não sabe definir.

Certa noite, depois de um ano de casada, dona Flor toma um susto: Vadinho está nu, deitado na cama, rindo e acenando para ela. O fantasma do malandro passa a viver com o casal.
No melhor estilo de crônica de costumes, Dona Flor e seus dois maridos descreve a vida noturna de Salvador, seus cassinos e cabarés, a culinária baiana, os ritos do candomblé e o convívio entre políticos, doutores, poetas, prostitutas e malandros.

Uma das mais conhecidas personagens femininas do autor, dona Flor encarna contradições bem brasileiras. Dividida entre o fiel e comedido Teodoro e o extravagante e voluptuoso Vadinho, ela decide viver o melhor de dois mundos.

A narrativa faz um retrato inventivo e bem-humorado das ambigüidades que marcam o Brasil, país dividido entre o compromisso e o prazer, a alegria e a seriedade, o trabalho e a malandragem.


Visite o acervo da biblioteca e conheça mais obras do autor.

Fonte: Skoob

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Jorge Amado: Crenças, traduções, prêmios, títulos e homenagens



- Crenças 
Mesmo dizendo-se materialista, Amado era um praticante da Umbanda e do Candomblé – religião esta última na qual exercia o posto de honra de Obá de Xangô no Ilê Opó Afonjá, do qual muito se orgulhava. Amigos que Amado prezava no Candomblé eram as mães-de-santo Mãe Aninha, Mãe Senhora, Mãe Menininha do Gantois, Mãe Stella de Oxóssi, Olga de Alaketu, Mãe Mirinha do Portão, Mãe Cleusa Millet, Mãe Carmem e o pai-de-santo Luís da Muriçoca.

Como Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz e Graciliano Ramos, Amado representava o modernismo regionalista (segunda geração do modernismo).

- Traduções 
A obra de Jorge já foi editada em 55 países, e vertida para 49 idiomas e dialetos: albanês, alemão, árabe, armênio, azeri,búlgaro, catalão, chinês, coreano, croata, dinamarquês, eslovaco, esloveno, espanhol, esperanto, estoniano, finlandês,francês, galego, georgiano, grego, guarani, hebraico, holandês, húngaro, iídiche, inglês, islandês, italiano, japonês, letão,lituano, macedônio, moldávio, mongol, norueguês, persa, polonês, romeno, russo (também três em braille), sérvio, sueco,tailandês, tcheco, turco, turcomano, ucraniano e vietnamita.

- Prêmios, títulos e homenagens 
Em 1951 recebeu o Prêmio Stalin da Paz, depois renomeado para Prêmio Lênin da Paz. Recebeu também títulos de Comendador e de Grande Oficial, nas ordens da Argentina, Chile, Espanha, França,Portugal e Venezuela, além de ter sido feito Doutor Honoris Causa por dez universidades no Brasil, Itália, Israel, França e Portugal. O título de Doutor pela francesa Sorbonne foi o último que recebeu em pessoa durante sua derradeira viagem a Paris em 1998, quando já estava doente.
No Brasil, foi agraciado com o Prêmio Nacional de Romance do Instituto Nacional do Livro (1959); Prêmio Graça Aranha (1959); Prêmio Paula Brito (1959); Prêmio Jabuti (1959 e 1995); Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do Pen Club do Brasil (1959); Prêmio Carmen Dolores Barbosa (1959); Troféu Intelectual do Ano (1970); Prêmio Fernando Chinaglia, Rio de Janeiro (1982); Prêmio Nestlé de Literatura, São Paulo (1982); Prêmio Brasília de Literatura — Conjunto de obras (1982); Prêmio Moinho Santista de Literatura (1984); Prêmio BNB de Literatura (1985).
Em 2012, o Correio do Brasil lançou o Selo Jorge Amado 100 anos, em homenagem ao centenário de nascimento do escritor.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Dica de Leitura: Terras do Sem Fim, Jorge Amado



Sinopse: 


A história se passa no começo do século XX, no sul da Bahia, por ocasião do desbravamento das matas para plantio de cacau nas regiões próximas ao povoado de Tabocas, então município de Itabuna. A região estava sob o domínio político do fazendeiro-coronel Sinhô Badaró que, visando apropriar-se das terras devolutas do Sequeiro Grande, manda o jagunço Damião assassinar o pequeno fazendeiro Firmo, proprietário de um sítio que ficava de permeio. O atentado fracassa, e é deflagrada a luta pela posse daquelas terras, igualmente disputadas por outro rico latifundiário vizinho, o oposicionista coronel Horácio da Silveira, que também promove demanda judicial através do advogado Virgílio Cabral, enquanto se sucedem os atos de violência de parte a parte, com tropelias, plantações destruídas, incêndios e mortes.


Um dos livros mais belos de Jorge Amado, pertencendo a uma trilogia nunca concluída. 

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Fonte: Skoob

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Dica de Leitura: Mar Morto, Jorge Amado



Sinopse: 

Mar morto conta as histórias da beira do cais da Bahia, como diz o escritor, na frase que abre o livro. Personagens como o jovem mestre de saveiro Guma parecem prisioneiros de um destino traçado há muitas gerações - o dos homens que saem para o mar e que um dia serão levados por Iemanjá, deixando mulher e filhos a esperar, resignados. Mas nesse mundo aparentemente parado no tempo, há forças transformadoras em gestação. O médico Rodrigo e a professora Dulce, não por acaso dois forasteiros, procuram despertar a consciência da gente do cais contra o marasmo e a opressão.

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Fonte: Skoob 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Autor do mês: Jorge Amado



Jorge Leal Amado de Faria (Itabuna, 10 de agosto de 1912 — Salvador, 6 de agosto de 2001) foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos . Integrou os quadros da intelectualidade comunista brasileira desde o final da primeira metade do século XX - ideologia presente em várias obras, como a retratação dos moradores do trapiche baiano em Capitães da Areia, de 1937.
Jorge é o autor mais adaptado do cinema, do teatro e da televisão. Verdadeiros sucessos como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Teresa Batista Cansada de Guerra foram criações suas. A obra literária de Jorge Amado – 49 livros, ao todo – também já foi tema de escolas de samba por todo o País. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas bem como em braille e em fitas gravadas para cegos.
Mas em seu estilo - o romance ficcional -, não há paralelo no Brasil. Em 1994, a sua obra foi reconhecida com o Prêmio Camões.

Biografia

Existem dúvidas sobre o exato local de nascimento de Jorge Amado. Alguns biógrafos indicam que o seu nascimento deu-se na fazenda Auricídia, à época pertencente ao município de Ilhéus. Mais tarde as terras da fazenda Auricídia passaram ao atual município de Itajuípe, com a emancipação do distrito ilheense de Pirangi. Entretanto, é certo que Jorge foi registrado no povoado de Ferradas, filho do Coronel João Amado e de Eulália, pertencente a Itabuna.
No ano seguinte ao de seu nascimento, uma praga de varíola obrigou a família a deixar a fazenda e se estabelecer em Ilhéus, onde viveu a maior parte da infância, que lhe serviu de inspiração para vários romances.
Foi para o Rio de Janeiro, então a capital do País, para estudar na Faculdade de Direito da então Universidade do Rio de Janeiro, atual Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante a década de 1930, a faculdade era um polo de discussões políticas e de arte, tendo ali travado seus primeiros contatos com o movimento comunista organizado. Tornou-se um jornalista, e envolveu-se com a política ideológica comunista, como muitos de sua geração. Em 1945 foi eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), o que lhe rendeu fortes pressões políticas. Como deputado, foi o autor da emenda que garantiu a liberdade religiosa devido a ter visto o sofrimento dos que seguiam cultos africanos bem como protestantes no Ceará serem saqueados por fanáticos com uma cruz à frente – buscou assinaturas até conseguir a aprovação da sua emenda, e desde então a liberdade religiosa tornou-se lei. Também foi autor da emenda que garantia direitos autorais. Por outro lado, votou favoravelmente à emenda nº 3.165 do deputado carioca Miguel Couto Filho a qual buscava proibir a entrada no País de japoneses de quaisquer idade e procedência.
A sua obra é uma das mais significativas da moderna ficção brasileira, sendo voltada essencialmente às raízes nacionais. São temas constantes nela os problemas e injustiças sociais, o folclore, a política, as crenças, as tradições e a sensualidade do povo brasileiro, contribuindo assim para a divulgação deste aspecto do mesmo.
Foi casado com a também escritora Zélia Gattai, a qual o sucedeu em 2002 na cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras.



Viveu exilado na Argentina e no Uruguai (1941 a 1942), em Paris (1948 a 1950) e em Praga (1951 a 1952). Como um escritor profissional, viveu quase que exclusivamente dos direitos autorais de seus livros.
Em 1959 publicou Gabriela, Cravo e Canela, que representou um momento de mudança na produção literária do autor que até então abordava temas sociais. Nesta segunda fase faz uma crônica de costumes, marcada por tipos populares, poderosos coronéis e mulheres sensuais. Além de Gabriela, Cravo e Canela, os romances Dona Flor e seus dois maridose Teresa Batista cansada de guerra são representativos desta fase.
Publicada pela primeira vez em 1966, a obra Dona Flor e seus dois maridos é considerada uma crônica de costumes da vida baiana. Regida sob a inspiração do realismo fantástico, a história mostra D. Flor como uma mulher que consegue realizar a fantasia de levar para a cama o marido falecido e o atual ao mesmo tempo. O primeiro, um malandro; o segundo, exatamente o seu contrário - só assim D. Flor sente-se realmente completa e feliz. O livro é pontuado de receitas culinárias, ritos de candomblé e exemplos de uma contradição que tão bem retrata o Brasil: o convívio do sério com o irresponsável, o prazer e o dever, a regra e o “jeitinho”. Sucesso editorial, D. Flor se tornou uma das mais populares personagens da literatura nacional.
Na década de 1990, porém, viveu forte tensão e expectativa de um grande baque nas economias pessoais, com a falência do Banco Econômico, onde tinha suas economias. Não chegou porém a perdê-las, já que o banco veio a ser socorrido pelo Proer, um programa governamental de auxílio a instituições financeiras em dificuldades. O drama pessoal de Jorge chegou a ser utilizado pelo lobby que defendia a intervenção no banco, para garantir os ativos dos seus correntistas.
Com a saúde debilitada havia alguns anos, veio a falecer em 6 de agosto de 2001 devido a uma parada cardiorrespiratória. Em junho do mesmo ano, já havia sido internado por causa de uma crise de hiperglicemia. O corpo de Jorge Amado foi cremado e suas cinzas enterradas em sua casa no Bairro: Rio Vermelho, em Salvador na Bahia, as cinzas de Zélia também estão depositadas no mesmo local, quando faleceu em 2008.